Tuesday, July 4, 2017

Fisioterapia no Pré-Operatório de cirurgia ortopédica

A fisioterapia como um todo carece de evidências científicas. E isso torna mais difícil o reconhecimento e valorização do trabalho de reabilitação fundamental no processo de recuperação de uma cirurgia ortopédica. Visto isso, e também durante minha prática profissional, me deparo constantemente com a necessidade dos meus pacientes que vão fazer uma cirurgia ortopédica eletiva em melhorar o quadro clínico geral diminuindo dor, melhorando força e arco de movimento para vir a ter uma recuperação mais rápida e com menos sequelas do processo cirúrgico e de imobilização pós-cirúrgico. 


A fisioterapia pode e deve atuar no pré-operatório e no pós-operatório imediato sim. É só imaginar o sucesso da cirurgia se o paciente tem uma boa estabilização lombar para uma cirurgia de hérnia de disco lombar ou um quadríceps bem equilibrado com os ísquios tribais no que se refere a força e alongamento, para uma cirurgia de joelho. 


No pós-operatório imediato também é negligenciado, pois a redução de edema, hematomas e mobilização passiva precoce para recuperação da amplitude de movimento e prevenção de formação de aderências na fáscia muscular são extremamente importantes.


O caminho está aberto pois as cirurgias cardíacas e pulmonares e muitas equipes de cirurgia bariátrica (redução do estômago) já reconhecem a importância da presença do fisioterapeuta na equipe multidisciplinasr para atuar antes e depois de um processo cirúrgico desse porte.

Para mim, como profissional da área da saúde, o objetivo final tem que ser a melhora do paciente, o resto é consequência de um bom trabalho.

Dra Cristiane Cavalcante
Fisioterapeuta

Wednesday, April 5, 2017

Correção postural dói?

Sim!!!

Imagine uma pessoa que tem péssimos vícios posturais por anos e depois de colocar sobrecarga nas articulações, músculos e tendões, começam os desgastes, dores e lesões. Faz tratamento, toma remédio, fisioterapia, Pilates... e sim! Eventualmente ou frequentemente vai sentir algum tipo de incomodo muscular.



Por que?

Porque o organismo luta em permanecer naquela postura desequilibrada "confortável". E assim aumentam os desequilíbrios, lesões, desgastes, dores e etc.




O que fazer?

Reprogramar toda a infraestrutura músculo esquelética e principalmente o sistema nervoso central!

Como?

Técnicas fisioterapêuticas como RPG, Pilates, Kinesiotaping, uso de palmilhas, terapia manual e etc.


                                    


Mas tudo isso tem um preço: desconforto e dor leve. Dor moderada a alta que atrapalha sua rotina não é normal! Tem que procurar seu fisioterapeuta e explicar o que esta sentindo pois ele tem como te orientar ou melhorar esse desconforto.

O relacionamento entre o fisioterapeuta e seu paciente tem que ser próximo, o feedback pós-atendimento de fisioterapia é fundamental! Do contrário, o tratamento postural será muito doloroso, desconfortável e talvez ineficiente pois quando sentimos dores fortes, a tendência do nosso corpo é proteger essa área fazendo mais compensações posturais desequilibradas.


                                     



Tem como evitar esses desconfortos?

Muitas vezes não. Pois algumas vezes é necessário tirar aquela estrutura da zona de conforto
errada.

Quanto tempo de tratamento precisa para uma correção postural efetiva?

Depende muito do empenho do paciente, da experiência do fisioterapeuta, das técnicas utilizadas e do feedback paciente-fisioterapeuta. Em média, a partir de 6 semanas de tratamento efetivo postural pelo menos 2 vezes por semana, já é percebida diferenças concretas.

Dor leve muscular, ok! Dor moderada a forte atrapalhando a rotina, não!!!

Dra Cristiane Cavalcante
Fisioterapeuta

Thursday, January 26, 2017

Como diminuir o sedentarismo?


Não praticar atividade física tem um peso enorme na incidência de doenças cardiovasculares, porque interfere em todos outros fatores de risco tais como: obesidade, perda de massa muscular, dores articulares, pressão alta, doenças cardíacas, encurtamento muscular, má postura, cansaço, baixa resistência orgânica e alto nível de estresse.



Para manter um estilo de vida saudável temos que passar a ter hábitos saudáveis. Tais como dieta equilibrada, dormir as horas necessárias e exercícios físicos regulares pois proporcionam benefícios físicos  e mentais. 

Atividades não-programadas contribuem para diminuir o sedentarismo. Essa mudança de hábitos durante a rotina podem melhorar o sistema cardiovascular e ajudar a perder peso. Exemplo de atividades físicas não-programadas são a caminha e subir escadas.



A caminhada deve variar dependendo do nível de saúde física do indivíduo. O tempo recomendado é 30 minutos, mas dependendo do estado físico, melhor começar com dez minutos e vai aumentando progressivamente o tempo e realizar pelo menos de 3 a 5 vezes por semana. Outra forma de contabilizar a caminhada é através da contagem de passos. Atualmente há muitos aplicativos para celular que ajudam nessa contagem. Dez mil passos equivalem a 30 minutos de caminhada por dia.



Subir escadas aumenta a frequência cardíaca e a tonicidade da musculatura de membros inferiores e glutens. Enquanto que a descida pode impactar mais as articulações e, em termo de gasto calórico, representa apenas 30% do esforço obtido na subida. Subir 12 andares (de 18 a 20 degraus) por dia, mesmo não subindo tudo de uma vez podendo ser espaçado ao longo do dia, já proporciona melhora da saúde do coração diminuído sedentarismo. Subir escadas não requer deslocamentos para nenhum lugar especial, poupa tempo e não te custo. O ideal é começar com alguns lances por dia para não desenvolver sobrecarga nas articulações e lesão muscular. O uso de escadas é mais eficiente se comparado com a caminhada em termos de gasto energético e de condicionamento porque impõe ao organismo um esforço metabólico e vascular contra a gravidade e com maior acionamento muscular.

Em geral a caminhada e trocar o elevador pelas escadas são ótimas formas de diminuir o sedentarismo. Porém a queima calórica de subir escadas é 3 vezes maior que a de caminhar.


Dra Cristiane Cavalcante
Fisioterapeuta